Saudações terráqueos!
Pois é, mais uma vez estou de volta. Após meses e meses de total descaso e abandono eis que eu resolvo voltar a cuidar e escrever nesse espaço. Pra começar uma capa nova, escolhi algumas imagens que me trazem boas recordações, de lugares, de pessoas, de momentos... Também há uma nova descrição, para quem já conhece nada que escrevo é novidade, mas sempre pode haver um visitante desavisado [para esse meus sinceros cumprimentos!]. Escrevo como se já possuísse um público ansioso esperando por esse momento, mas não tenho apenas bons amigos que me prestigiam.
Não vou explicar os motivos do abandono. Em vez disso conto os motivos da volta. Escrevo por que gosto e sinto-me satisfeita em poder tratar de assuntos de uma maneira mais leve, fora do mundo acadêmico. Reservo-me o direito de divagar, imaginar, filosofar e elaborar teorias sobre qualquer coisa que possa me interessar. Não estranhe se algum dia eu vier a abordar a complexa ciência por trás do cultivo de chuchu. Mas hoje não, então prosseguiremos.
Gosto de dizer que as escolhas que fazemos é que transformam e definem nosso caminho, que o destino pode não ser algo prontinho esperando por nós lá na frente, por isso quando conheço alguém sempre digo: "Vem comigo!". Na mesma medida que é um convite, também ofereço um pouco do meu mundo, abro uma brecha, uma porta ou janela, para que a pessoa entre e fique a vontade. Como se faz com uma visita ou com um companheiro de viagem, com quem se partilha muito mais que o mesmo local no tempo e espaço. Da mesma maneira, ao me despedir digo somente "Até breve!" na esperança de que os caminhos voltem a se cruzar um dia, acho o 'Adeus' tão definitivo, não combina comigo, não sou definitiva, sou mudança, sou inconstante... Já fui egoísta, muito egoísta, ao extremo, porém algumas boas amigas tiveram um papel fundamental nessa mudança de minha personalidade. Com umas boas conversas, alguns puxões de orelha e o uso de todas as teorias de psicologia aprendidas na faculdade minhas amigas -essas sim eu considero- e fiés companheiras ajudaram-me. Hoje digo que estou em reabilitação, em alguns momentos é difícil exercer toda a minha benevolência e desapego. Estão eu penso em minha amada Mãe dizendo "Não foi assim que eu te ensinei..." e torno-me um pouco mais humilde.
Ahhhh as amizades!!!! São como essas que pessoinhas estão tetando abrir uma porta com uma pilha de livros nas mãos e deixam os livros cair; quando me aproximo para ajudar vejo um dos volumes que recém devolvi na biblioteca. Deixe-me explicar: mesmo sendo desastradas algo me atrai, não, não é isso é talvez, digamos assim... as pessoas que entram, ou atravessam, ou caem de paraquedas em nossas vidas e que mesmo sem ter um contato prévio é com se tivesses crescido juntas, que apesar de estarem sempre conectadas ao encontrarem-se pessoalmente após um tempo tem muitas e muitas e muitas histórias... que mesmo a distância, a rotina, o trabalho, o casamento aparecendo bem no meio ainda vão sentar em um sofá no domingo à tarde e dizer uma para outra "Lembra daquele dia lá....?". Hoje, mais do que nunca, posso dizer que tenho bons amigos, obrigada à todos e a cada um em particular.
Metas para 2013?? Sim tenho muitas, mas a principal, e já adiada por um bom motivo, é a conclusão da graduação de Licenciatura em Pedagogia. Serei professora, graduada exercendo com muito orgulho a profissão. E por que não honra? Sim honra também, de poder instigar os primeiros questionamentos de seres que inciam sua vida acadêmica lá na Pré Escola e que te encontrarão na rua depois de um tempo e te chamarão, mais uma vez de Profe.
Alguns livros para ler, planos de viagens, festas para ir, filmes para ver... todos sempre temos.
Bom, por hoje, encerro os trabalhos.
Um abraço à todos.
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terça-feira, 16 de abril de 2013
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Sou professora
Recebi este texto por e-mail e agora compartilho com meus colegas, em formação ou já formados:
Quando digo às pessoas que eu sou uma Professora, em geral,responde um don 'ah!' , tão sosso que me gostaria exclamar:
Onde mais você poderia amarrar os laços de cabelo, ajustar cintos e ver um desfile de moda todos os dias?
Onde, apesar de eu me vestir sempre da mesma forma me diriam que o meu vestido é bonito?
Em que lugar, se não lá, um menino a me beijar e dizer-me que me ama?
Onde são tão importantes para ele que você tenha que limpar os 'tatus' da estrela do desfile?
Em que o outro lado eu teria que esquecer minhas dores para tratar tantos arranhões, cocos e corações aflitos?
Quem recebe mais flores do que eu?
Onde mais poderia guiar por escrito as primeiras letras de uma mãozinha que pode algum dia escrever um livro?
Em que outro lado mais iria receber de presente os sorrisos mais bonitos?
Em que outro lado mais eu faria um retrato de graça?
Onde em minhas palavras causam tanta surpresa?
Em que outro emprego vocêé recebida com os braços abertos quando ficou ausente dois dias?
Onde você pode ver na primeira linha a execução de grandes obras de arte?
Onde iria manter a alma jovem, no meio de um grupo cuja atenção é tão efêmera, E eu sempre tenho que ter uma caixa de surpresas?
Em que outro lugar eu derramaria mais lágrimas, porque você tem de terminar um ano de relações felizes?
Eu me sinto grande trabalhando com pequenos!
Obrigada às educadoras de Infantil, de Basico, de Médio, aos colegas de línguas, de educação física, artes e música.
Obrigado a todos que muito semeiam para que outros possam colher.
Feliz Dia Professores
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Eu, eu mesma
Falar de nós mesmos é sempre muito complicado. Não sei se todo mundo me vê do jeito que penso ser.
Eu, Emanuele Canalle, segunda filha do casal de agricultores Angelo e Salette, nasci aos seis dias do terceiro mês do ano de mil novecentos e noventa e um, às dez horas e trinta minutos de uma quarta-feira. Nasci no Hospital São Roque na cidade de Luzerna em Santa Catarina, Brasil. Meus pais residentes no interior de Joaçaba optaram pelo meu nascimento na cidade vizinha por questões de saúde, os hospitais de Joaçaba estavam com suspeita de infecção hospitalar. Minha mãe, muito prevenida não pensou duas vezes e disse: “Vamos pra Luzerna!”.
Residi em Santa Helena, com meus pais e meu irmão, até aos 15 anos. Um lugarzinho pacato, característica vila de interior. Com um armazém de secos e molhados, um mercado, uma bodega e um mercado-bodega. Os pontos turísticos dessa vila são a Igreja de Santa Helena, padroeira da comunidade, construída por meu avô e seus companheiros em 1956; e a Santa Bárbara, uma imagem posta em pedestal no ponto mais alto da vila para proteger das tempestades. Possui uma escola, onde estudei do Jardim de Infância à terceira série do fundamental.
Foi nessa escola que conheci os números e as letras. Todos os dias eu e meu irmão fazíamos o trecho de um quilometro e meio a pé, no tempo em que duas crianças podiam andar a pé por aí. O que me marcou muito nessa época eram os temas de escrever os números até cem, mas eu sempre fazia mais, por vezes ultrapassava três páginas de números seqüenciais. Foi na Escola Reunidas Anita Lopes Vieira que aprendi frações: “Frações nos alimentos”. Com esse tema fomos para a Feira de Matemática, regional e estadual. No desenvolvimento desse projeto foi envolvida toda a turma, eu e mais duas colegas fomos as representantes. Nós comemos tanto. Era fruta, bolo, barra de chocolate, suco... muitos alimentos gostosos. Como o tempo de preparação foi de quase um mês, mais as duas apresentações nas duas feiras toda a turma comeu muito.
Na quarta série mudei de escola, fui estudar no NUPERAJO – Núcleo Pedagógico Rural de Joaçaba, ainda no interior do município de Joaçaba. Meu irmão já estudava ali, pois a escolinha próxima a nossa casa não oferecia a segunda etapa do ensino fundamental.
Ali descobri a grande alegria da dança, nas séries de oito movimentos, nas coreografias cronometradas. O grupo de dança da escola apresentava-se nos festivais e eventos do município. Sempre ficamos muito bem colocados, modéstia à parte nós dançávamos muito bem. Descobri também o judô, comecei nas escolinhas e no ano seguinte estava lutando pela equipe joaçabense.
Com 15 anos, já no ensino médio e lutando pela AMOJ – Associação Meio Oeste De Judô, comecei cuidar de uma menina de 3 anos. Foi uma experiência muito boa para mim, pois desenvolveu muito a minha responsabilidade e me incentivou a optar pela formação em um curso superior na área educacional.
Eu treinava todas as noites no tatami com meus colegas e o Sensei, ganhei um campeonato estadual pela nossa equipe. Porém tinha várias lesões no joelho esquerdo resultado de um desalinhamento ósseo. Precisei abandonar os tatamis e operar. Na época, cinco anos atrás, foi muito difícil para mim, mas minha família e meus amigos me ajudaram muito. Superei as duas semanas de cama; os dois meses de muleta e fisioterapia. Ao terminar o tratamento meu fisioterapeuta, vendo meu interesse em crianças, me ofereceu emprego como babá do filho dele. Fiquei muito feliz. Trabalhei para a família dele por 2 anos, pois decidi que precisava me dedicar mais aos estudos. Fiz vestibular na Udesc, queria cursar Medicina Veterinária na época, não passei. Mas havia o processo seletivo da Acafe, passei em agronomia na Unoesc, senti que não era bem isso que eu queria. Ao sair o resultado do ProUni recebi uma grande notícia: Bolsa de 100% para a Licenciatura em Pedagogia.
Iniciei o curo no primeiro semestre de 2009. Logo consegui um estágio na área e vi que estava completa, que queria continuar na educação, atuando para melhorar a vida das crianças que passarem por mim.
Sou efetiva na prefeitura municipal de Luzerna, onde fixei residência, atuo como auxiliar de turma na Educação Infantil. Sou bolsista pesquisadora do Programa de Mestrado em Educação da Unoesc, onde desenvolvo pesquisas juntamente com meus professores. As pesquisas aqui realizadas contribuem para a melhoria da educação no município e na região, em todos os níveis. Hoje estou licenciada, pois realizo mais um de meus objetivos: intercâmbio! Por cinco meses ficarei no Chile estudando e, principalmente conhecendo.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Língua Estrangeira
¡Hola!
Chegando num país diferente a primeira coisa que se precisa para sobreviver é saber falar, razoavelmente, o idioma do local, com isso dá de se virar bem.
No Chile fala-se espanhol. O povo daqui fala muito rápido juntando as palavras, às vezes é difícil de compreender. Este é o momento que se diz: No compreendo, ¿ puedes hablar más lento? Nas primeiras vezes eles dão risada na tua cara e ficam admirados, mas depois que se estabelece a comunicação e consegue explicar de onde se origina os chilenos são muito receptivos.
Pisando em solo chileno sabe qual foi minha primeira palavra?
Estava eu na fila de imigração, um pouco distraída, a fila andou, dei alguns passos, mas a mulher em minha frente não andou muito, então pisei no pé dela e disse: Perdón señora.
Acredita nisso? Bem a minha cara mesmo!
Dei um passeio por perto do hotel, nas praças e uma feirinha de artesanato. Fui até a casa de Pablo Neruda, mas não adentrei pois o próximo passeio demoraria muito. Pude ver as montanhas da cordilheira, depois que as nuvens saíram.
Até mais
Chegando num país diferente a primeira coisa que se precisa para sobreviver é saber falar, razoavelmente, o idioma do local, com isso dá de se virar bem.
No Chile fala-se espanhol. O povo daqui fala muito rápido juntando as palavras, às vezes é difícil de compreender. Este é o momento que se diz: No compreendo, ¿ puedes hablar más lento? Nas primeiras vezes eles dão risada na tua cara e ficam admirados, mas depois que se estabelece a comunicação e consegue explicar de onde se origina os chilenos são muito receptivos.
Pisando em solo chileno sabe qual foi minha primeira palavra?
Estava eu na fila de imigração, um pouco distraída, a fila andou, dei alguns passos, mas a mulher em minha frente não andou muito, então pisei no pé dela e disse: Perdón señora.
Acredita nisso? Bem a minha cara mesmo!
Dei um passeio por perto do hotel, nas praças e uma feirinha de artesanato. Fui até a casa de Pablo Neruda, mas não adentrei pois o próximo passeio demoraria muito. Pude ver as montanhas da cordilheira, depois que as nuvens saíram.
Até mais
quarta-feira, 13 de julho de 2011
;-)
O título de hoje é um emoticom mesmo: é a maneira mais fácil para expressar a felicidade que tenho agora. Estou postando só pra ficar bem claro que eu me senti muito feliz com as minhas proezas noturnas de hoje.
Depois de uma semana adiando fiz uma faxina no meu quarto que rendeu várias caixas de papel pra reciclagem e muito espaço vago. Incrível como eu consigo guardar coisas tão inúteis pensando que vou usar algum dia. No meio da confusão encontrei uma lapiseira, estava toda detonada, nem funciona mais. E eu nem sei o motivo de ter guardado ela se eu prefiro escrever com lápis mesmo - aquele verde que dá de dobrar, mas não muito porque quebra(!). Tenho um monte de borrachinhas amarelas de prender dinheiro. Por falar nisso: "Alguém perdeu dinheiro? Porque eu achei a borrachinha!" - Piada Velha de Hoje. Encontrei também o certificado de um curso. Há tempo eu vinha procurando-o, precisava anexá-lo ao meu currículo, mas quem diz que eu acho. Hoje ele resolveu dar o ar de sua graça.
Com essa arrumação percebi que tenho uma coleção de chaveiros e nem sabia. Encontrei muitos: de flor, de letra, de pimenta e olho grego, de Santo, de propaganda, de marcas. Eu uso muito esse tipo de acessório para poder encontrar as chaves mais facilmente na minha bolsa, mas a cada pouco troco por um modelo diferente.
A organização fez com que eu conseguisse novamente entrar em meu quarto se tropeçar em nada! Um alívio! Somente nesse entremeio de fim e começo de semestre para garantir um ânimo de pessoas como eu realizarem este tipo de tarefa.
Outra conquista dessa noite está visível aqui no Chapéu Xadrez. Consegui por uma imagem no cabeçalho do blog - uhuuuuuuuuuullll, todos vibram \0/\0/z0/!
Por hoje é só caro visitante!
Depois de uma semana adiando fiz uma faxina no meu quarto que rendeu várias caixas de papel pra reciclagem e muito espaço vago. Incrível como eu consigo guardar coisas tão inúteis pensando que vou usar algum dia. No meio da confusão encontrei uma lapiseira, estava toda detonada, nem funciona mais. E eu nem sei o motivo de ter guardado ela se eu prefiro escrever com lápis mesmo - aquele verde que dá de dobrar, mas não muito porque quebra(!). Tenho um monte de borrachinhas amarelas de prender dinheiro. Por falar nisso: "Alguém perdeu dinheiro? Porque eu achei a borrachinha!" - Piada Velha de Hoje. Encontrei também o certificado de um curso. Há tempo eu vinha procurando-o, precisava anexá-lo ao meu currículo, mas quem diz que eu acho. Hoje ele resolveu dar o ar de sua graça.
Com essa arrumação percebi que tenho uma coleção de chaveiros e nem sabia. Encontrei muitos: de flor, de letra, de pimenta e olho grego, de Santo, de propaganda, de marcas. Eu uso muito esse tipo de acessório para poder encontrar as chaves mais facilmente na minha bolsa, mas a cada pouco troco por um modelo diferente.
A organização fez com que eu conseguisse novamente entrar em meu quarto se tropeçar em nada! Um alívio! Somente nesse entremeio de fim e começo de semestre para garantir um ânimo de pessoas como eu realizarem este tipo de tarefa.
Outra conquista dessa noite está visível aqui no Chapéu Xadrez. Consegui por uma imagem no cabeçalho do blog - uhuuuuuuuuuullll, todos vibram \0/\0/z0/!
Por hoje é só caro visitante!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Um chapéu na cabeça, uma câmera na mão e muitas histórias na bolsa....
Essa frase escolhida como filosofia do meu pequeno filhote, (o blog aqui), traz muito de mim escondido em três objetos. Para me conhecerem melhor conto-lhes um pouquinho de mim:
Nasci em 1991, filha de uma mãe muito amável e de um pai muito brincalhão, irmã de um menino muito ciumento. Cresci, estudei, fiz vestibular para outras áreas... mas, de repente, caí na Pedagogia. Foi muito sorte, penso eu. Achei algo com que me identifico. Logo consegui um estágio na Educação Infantil, que foi minha maior motivação para continuar. Hoje trabalho com Educação Especial e com Pesquisas na área educacional.
Meu maior objetivo é promover a inclusão no âmbito socio-educacional. Me dedico ao máximo no que faço.
Acredito que um mundo melhor é possível, mas todos devem fazer sua parte.
Estou começando minha jornada, já tem muita gente boa que vem comigo, então: Vamos fazer a diferença!!
\0/\o/\0/zo/
Quanto aos objetos que compõe a minha filosofia:
O CHAPÉU: é o chapéu xadrez que dá título ao blog, ele era de uma amiga minha, agora é meu. Me lembra daquela história da Mary França: O rato de Chapéu. Que pode ter todos os defeitos estéticos, mas para alguma coisa serve!
A CÂMERA: sempre foi um hobby fotografar, pessoas, paisagens, o dia a dia...., guardar momentos especiais, compartilhar um olhar diferenciado sobre algo.
A BOLSA: representa o meu universo e mostra que tudo é possível! Tudo cabe dentro de uma bolsa de mulher: as histórias, as emoções, o(a)s amigo(a)s...
#Colocar novas histórias reais em um mundo virtual!
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